Elas tiveram medo e foram
CURADORIA
Rita Rato
INVESTIGAÇÃO E TEXTOS
Beatriz Tavares, Francisco Bairrão Ruivo e Rita Rato
APOIO À INVESTIGAÇÃO
Mariana Morgado e Hérika Cavalcante
MURAIS
Mariana, a miserável e Marta Nunes
DESIGN PEÇA EXPOSITIVA
Ricardo Carvalho Arquitectos & Associados – Nuno Gaspar
DESIGN GRÁFICO
Eduardo Ferreira
PRODUÇÃO
Ana Reguino e Joana Alves
COMUNICAÇÃO
Eduardo Ferreira, Joana Alves e Sara Borralho
ORGANIZAÇÃO
Museu do Aljube Resistência e Liberdade – Lisboa Cultura
“O medo foi sempre a grande arma da repressão.” li num texto de Aurora Rodrigues e sei que ter nascido em liberdade se deve a pessoas como ela, que mesmo com o medo instalado como arma, foram. A história irá sempre contar os feitos dos ilustres, mas sabemos que em muitos dos acontecimentos históricos não existiram apenas por quem lembra a história. Todas estas mulheres foram parte de uma direcção diferente, os livros não têm o seu nome e praticamente nada se sabe de quem foram, a sua existência prova não só a estrutura de um regime mas também a força que pode existir em desejar algo melhor. É nesse desejo que está a energia que contraria qualquer medo e qualquer polarização é um movimento que se inicia individual, mas que encontrando eco se propaga e se multiplica, nesta união nasce a resistência e dela o poder de mudar e de devolver a um povo a liberdade. Que nunca deixemos que o medo vença e por todas elas continuemos a ir.
Este era o texto que gostava de ter lido na inauguração da exposição “Elas tiveram medo e foram” para a qual fui convidada, pela Rita Rato, curadora e directora, a fazer o mural que aqui podem ver. Todos estes gestos são importantes para que não se esqueçam as pessoas que nos conduziram até aqui, também para lembrar que para desfazer o medo serão sempre necessárias muitas mais pessoas do que para destruir a liberdade.
“Sem memória não há futuro.”
A exposição é temporária de 11 de março de 2026 a 31 de janeiro de 2027.
1º conjunto de fotografias @ Museu do Aljube
2º conjunto de fotografias © JAA